terça-feira, abril 13, 2021

Nº de ocorrências na delegacia eletrônica sobe 47% na região de Campinas durante a pandemia


Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que foram 134 mil registros pela web, o que representa 34,3% dos casos encaminhados ao Deinter-2. Sede do Deinter-2, em Campinas
Polícia Civil/Divulgação
Responsável por enormes desafios na saúde e economia, a pandemia da Covid-19 também mexeu com a Polícia Civil, mas os impactos, necessariamente, não foram negativos, pelo menos na avaliação de José Henrique Ventura, diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-2). Diante das medidas restritivas na quarentena em São Paulo, a delegacia eletrônica passou a registrar uma variedade maior de ocorrências, e os boletins eletrônicos na região de Campinas (SP) cresceram 47,9% em 2020.
Delegacias Eletrônicas passam a registrar crimes de estelionato, roubo e furto
Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que na área do Deinter-2, com sede em Campinas e que abrange cinco delegacias seccionais, foram registradas 134.013 ocorrências via delegacia eletrônica em 2020, contra 90,5 mil do ano anterior.
Além disso, mesmo em período de pandemia, o total de ocorrências, entre físicas e eletrônicas, cresceu de 2019 para 2020 – de 375,7 mil para 381,3 mil. E na comparação entre esses anos, a participação dos boletins via web no total de ocorrências subiu de 24,1% para 34,3%.
Para o delegado José Henrique Ventura, essa é uma tendência que veio para ficar, e que pode, inclusive, ajudar a diminuir a subnotificação de casos, uma realidade atualmente.
“A gente sabe que muitas vezes a vítima pensa no deslocamento até o distrito, não sabe se vai haver uma investigação, que fazemos para todos os casos, e deixa para lá. Isso ainda gera uma subnotificação, realmente. Agora com a delegacia eletrônica registrando praticamente todos os crimes, acredito que isso possa contribuir para diminuir a subnotificação”, defende.
Diretor do Deinter-2, José Henrique Ventura, em foto de dezembro de 2018
Fernando Evans/G1
‘Mais fácil para a vítima e para os policiais’
Na avaliação de Ventura, a ampliação do serviço via internet, assim como em outras áreas da sociedade, mostra-se mais fácil tanto para a vítima como para os policiais civis.
“Facilita para a vítima, que não precisa se deslocar e pode registrar mais rapidamente, e facilita para os policiais que, com menor demanda na delegacia, reforçam o trabalho de investigação”, defende.
Segundo o titular do Deinter-2, as ocorrências via internet são processadas pela equipe da delegacia eletrônica, que já faz uma checagem dos dados e triagem dos casos antes de direcioná-los para os distritos policiais correspondentes, que darão sequência aos trabalhos.
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