domingo, maio 9, 2021

O amor pela cozinha e a superação de desafios


Conheça a história da cozinheira Claudete Machado, de Campinas, que acredita que para preparar bons pratos é preciso aprender sempre. Claudete Machado, de Campinas, preparando nhoque recheado: quem gosta de cozinhar deve estar disposto a aprender novas receitas e técnicas.
Crédito: Arquivo pessoal
Muitas pessoas descobrem a aptidão para cozinhar ainda na infância, ao acompanhar as avós, ou na adolescência, pela necessidade de ajudar em casa ou pela vontade de fazer algo diferente. Mas, com Claudete Machado, de 60 anos, moradora de Campinas, não foi assim.
Aos 23 anos, grávida do primeiro filho, ela entendeu que aprender a cozinhar era a melhor forma de garantir uma vaga no mercado de trabalho, uma vez que não faltavam oportunidades para cozinheira na época. Morando no Guarujá, ela aprendeu a preparar diversos pratos com a irmã mais velha e logo foi trabalhar em São Paulo com a patroa da irmã.
“Ela me deu carta branca para preparar os mais diversos pratos e tudo o que eu fazia ela agradecia e achava maravilhoso”, relembra.
Foi ali que ela tomou gosto pela cozinha e viu que a prática era fundamental para o aprimoramento. Da mesma forma, passou a acreditar que quem atua entre panelas e assadeiras nunca sabe tudo e precisa ter a curiosidade e a iniciativa de sempre aprender novos preparos e técnicas.
Em tempos em que não havia a facilidade das pesquisas pela internet, ela pegava receitas em embalagens de alimentos e até ligava para as empresas se cadastrando para receber livros de receitas.
“Quando a minha patroa ia na casa de uma amiga e voltava falando o que tinha comido, eu já tentava fazer”, conta.
Para a cozinheira, os elogios que recebe em casa e das pessoas que provam a sua comida são o combustível para continuar investindo em novas receitas.
Crédito: Arquivo pessoal
Mudança de cidade e novas experiências
Anos depois, Claudete mudou-se para Campinas com sua família e passou a trabalhar como caseira em uma chácara, onde, aos finais de semana, fazia comida para até 40 pessoas. Assim, foi mostrando o seu talento e conquistando mais apreciadores dos pratos que fazia.
Logo em seguida, foi trabalhar em um restaurante. Apesar da pressão e do estresse, ela conta que ali aprendeu ainda mais, inclusive a calcular a quantidade média de comida por pessoa e a fazer grandes quantidades. “Não me esqueço da panela enorme de feijoada”, diz.
Mas, foi a partir de uma experiência dolorosa – o falecimento de seu primogênito – que há 20 anos ela encontrou em sua vocação não apenas uma forma de ganhar a vida como também de superar momentos difíceis.
“Minha caçula teve depressão e não tinha como eu trabalhar fora, então, comecei a fazer pães doces e salgados, esfirras, tortas e bolo gelado para vender”, revela.
Ao longo de um ano e meio, todas as delícias que saiam de sua cozinha eram colocadas em um carrinho e ela saia vendendo pela área comercial do distrito de Barão Geraldo. Os clientes provavam e ficavam fieis. Até ligavam fazendo encomendas.
O tempo passou, Claudete voltou a fazer faxinas, mas sempre era chamada para cozinhar na casa de pessoas que já conheciam o seu talento. Nem mesmo quando se tratava de algum almoço ou jantar especial, aos finais de semana, ele deixava de ir com um sorriso no rosto, que se tornou sua marca registrada.
Nhoque, uma das receitas que Claudete mais gosta de preparar: na quarentena foi uma fonte de renda.
Crédito: iStock
Outras receitas, novas superações
Com a pandemia e a consequente redução das faxinas, Claudete voltou para a cozinha com muita garra, fazendo mais coisas gostosas. Em 2020, escolheu trabalhar com massas e foi atrás de novos aprendizados. As versões de nhoque feitas de batata, mandioca, mandioquinha, batata doce e cenoura, o nhoque recheado com requeijão, ravioli de diversos sabores e talharim eram preparados com a maior dedicação e com a divulgação em aplicativo de mensagens instantâneas, as vendas aconteciam. Mas, é claro que se alguém pedisse seus outros preparos famosos, como o antepasto de berinjela, a polenta recheada e o estrogonofe, ela colocava suas mãos de fada na ativa.
“É muito gratificante cozinhar e ganhar elogios das pessoas que provam. Para mim, é um verdadeiro presente esse carinho que eu recebo”, completa.
Quem acha que em quase quatro décadas ela aprendeu tudo, está enganado. Sua abertura para novidades é constante, assim como sua disposição para mostrar que, com amor pela culinária e muita força de vontade, não há obstáculos que não possam ser vencidos.
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CERTIFICADO DE AUTORIZAÇÃO SECAP/ME Nº 03.012069/2021

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