terça-feira, abril 13, 2021

Oito em cada 10 bares e restaurantes da RMC temem fechar as portas, diz Abrasel


Balanço da associação aponta que 66% dos estabelecimentos fecharam janeiro com dívidas, mais da metade relacionada a aluguéis. Na RMC, 80% dos donos de bares e restaurantes afirmam correr risco de fechar as portas
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Oito em cada 10 restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (RMC) temem ser obrigados a fechar as portas devido à crise econômica decorrente da pandemia da Covid-19, segundo levantamento realizado pela associação que representa o setor.
Os números da regional de Campinas da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apontam que, com o agravamento da pandemia e o fim da Medida Provisória 936, que previa redução da jornada e suspensão de contratos de trabalho, 83% dos proprietários afirmam que os negócios têm grandes chances de fechar se não houver novo auxílio para pagamento de salários.
Quanto à perda de receitas, 66% dos estabelecimentos afirmaram que fecharam janeiro com dívidas, mais da metade relacionada a aluguéis. Além disso, 63% das empresas afirmaram ter solicitado empréstimos durante a crise no ano passado.
De portas fechadas, restaurantes enfrentam queda no faturamento
Clausio Tavoloni/EPTV
Dívidas e prejuízo
Com o salão vazio e sem expectativa de delivery, uma lanchonete da metrópole que costumava vender cerca de 3 mil lanches em um único sábado agora encara um cenário onde vende, no máximo, 1 mil. Nesse cenário, a falta de subsídio preocupa ainda mais Roger Domingues, proprietário do estabelecimento.
“Vai ser o primeiro mês que o governo federal não vai subsidiar o salário, então todos os comércios que estão com as suas portas fechadas há mais de 30 dias vão ter que subsidiar esse salário sem ter esse giro. Então você imagine o capital de giro, que já vem delapidando há mais de um ano, e agora vai ter que pagar uma folha de pagamento com os funcionários em casa”, explica.
Assim como a lanchonete, o restaurante do empresário Silvio Bigon teve que reorganizar o orçamento frente à diminuição dos clientes e, por consequência, um menor faturamento. Aliado à falta de clientela, o empresário relata que enfrenta recursos cada vez mais escassos.
“Não temos caixa pra nada, porque tudo que tinha de capital de giro foi usado ano passado. Agora nós precisávamos trabalhar, precisávamos abrir, atender as pessoas, para a gente conseguir gerar dinheiro e, assim, manter empregos. Hoje nós não temos dinheiro nem para dispensar os funcionários que ainda restaram”, afirma.
‘Não temos caixa pra nada’, desabafa o empresário Silvio Bigon
Clausio Tavoloni/EPTV
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