sábado, fevereiro 27, 2021

Ornitorrinco bota ovo e é um dos poucos mamíferos venenosos


Espécie natural da Austrália e da Tasmânia tem diversas características curiosas. Os ornitorrincos podem viver até 20 anos na natureza.
AFP Photo
“É um animal sui generis (do seu próprio gênero); com a natureza tríplice de peixe, pássaro e quadrúpede, e não é aparentado com nada que nós já tenhamos visto.”
Foi assim que o naturalista inglês Thomas Bewick descreveu pela primeira vez, em 1800, os ornitorrincos em seu livro História Geral dos Quadrúpedes, quando analisou dois indivíduos mortos enviados da Austrália.
Na época, os cientistas europeus, quando viram o bicho pela primeira vez, acreditaram que os animais eram uma falsificação de taxinomistas asiáticos, devido à tamanha diferença entre as outras espécies conhecidas.
Ilustração de 1863 mostra os ornitorrincos. Esses animais pesam em torno de 1,5 kg e medem cerca de 51 cm (cabeça, corpo e cauda).
John Gould
O ornitorrinco é o único representante vivo da família Ornithorhynchidae e a única espécie do gênero Ornithorhynchus.
Mais de 200 anos depois, os ornitorrincos, que são naturais da Austrália e da Tasmânia, continuam intrigando por suas características peculiares. Uma das mais famosas é o fato deles, junto com as equidnas, serem os únicos mamíferos que botam ovos, ou seja, são ovíparos.
“As fêmeas escavam tocas e fazem a postura de um a três ovos semelhantes ao dos repteis, de casca meio escamosa. Quando os filhotes nascem com cerca de 18 milímetros se alimentam lambendo o leite que escorre das glândula nos pêlos e se deposita na barriga da mãe, já que ela não possui mamas”, explica o biólogo Dhiordan Lovestain.
Initial plugin text
Os ornitorrincos também são um dos únicos mamíferos venenosos. De acordo com o pesquisador, apenas os machos possuem esporões nas patas traseiras que são conectados a glândulas de veneno. “Eles usam o veneno para atacar outros machos durante a época de acasalamento. Embora não seja letal para humanos, causa extrema dor local”, afirma.
Além disso, esses animais semiaquáticos são carnívoros e, para conseguirem se alimentar, possuem um ótimo aliado: o bico. “O bico possui cerca de 40 mil receptores que são capazes de identificar sinais eletromagnéticos e encontrar as presas mesmo sem usar a visão, audição ou olfato”, diz Lovestain.

Ultimas Notícias

Vizinhança se mobiliza para ajudar moradores do Jardim Samambaia após chuva forte em Campinas

Pelo menos 18 famílias ficaram desabrigados após a chuva que atingiu a cidade...

Covid-19: família de idoso registra boletim de ocorrência após falha durante vacinação em Vinhedo

Moradora relatou que enfermeira inseriu seringa vazia no braço do homem. Profissional de saúde foi ouvida na delegacia...

Campinas estuda acordo emergencial a 2 meses para fim de contrato do transporte público

Prefeitura avalia melhor formato para prestação do serviço após 29 de abril. Após ficar suspensa, nova licitação teve...

Covid-19: 91% dos brasileiros acreditam na eficácia das vacinas

Um estudo realizado pelo Instituto Locomotiva em parceria com a empresa de programa de fidelização Dotz aponta que 91% dos brasileiros acreditam que as...

Humorista Eros Prado se apresenta em clube de comédia de Campinas neste fim de semana

Artista realiza sessões no sábado (27) e domingo (28), sempre às 18h30. Ingressos custam a partir de R$...
- Advertisement -