domingo, maio 16, 2021

Pandemia eleva busca pelo Bom Prato de Campinas em 58% no 1º trimestre; secretaria afasta unidade em campus da Unicamp


Restaurante da metrópole serviu 239,8 mil refeições entre janeiro e março. Apesar de autorização em 2018 para novo restaurante, estado diz não ter previsão de mais unidades na região. Refeição servida pelo Bom Prato, antes da pandemia
Governo do Estado de SP
A pandemia da Covid-19 elevou a busca de moradores por refeições no restaurante popular Bom Prato em Campinas (SP), de acordo com o governo do estado. Além de verificar um aumento de 37% na quantidade de atendimentos realizados em 2020, no comparativo com o ano anterior, a Secretaria de Desenvolvimento Social estima crescimento de 58% neste primeiro trimestre, com a piora da crise.
Por outro lado, a pasta afasta a hipótese de abrir uma unidade no campus da Unicamp, dois anos após o próprio estado autorizar, ao destacar que “não há previsão de outro equipamento na região”.
Aumento da oferta
O levantamento realizado pela secretaria, a pedido do G1 Campinas, mostra que 239,8 mil refeições foram ofertadas na metrópole neste primeiro trimestre, enquanto que no mesmo período do ano anterior foram 151,1 mil. Cada almoço ou jantar custa R$ 1, o valor do café da manhã é de R$ 0,50, mas até fim deste mês há gratuidade para moradores em situação de rua cadastrados pelo município.
O programa é voltado ainda para pessoas desempregadas, sem renda ou que tenham renda mínima. A secretaria destaca que em cada prato servido há um subsídio de R$ 4,70 por parte do governo.
Funcionários do restaurante Bom Prato, em Campinas, antes da pandemia
Reprodução/EPTV
Parte do resultado também reflete a iniciativa do estado em ter ampliado o serviço desde abril do ano passado, quando a unidade localizada no Centro da metrópole passou a servir jantar e abrir aos finais de semana e feriados. Por enquanto, esta expansão está garantida pelo governo somente até fim deste mês, e os pratos são servidos em embalagens e com talheres descartáveis para retirada.
Durante o ano passado, a secretaria registrou 829,6 mil refeições, ante 604,7 mil no mesmo intervalo de 2019. O primeiro caso positivo de Covid-19 em Campinas foi divulgado em março de 2020.
“O aumento que a gente percebe se dá sobretudo por dois fatores fundamentais. Claramente a queda de renda das pessoas, situação de empobrecimento, fruto do desemprego, desalento, falta de oportunidades. Também há impactos para a alimentação em casa, não só aumentos dos preços de produtos como feijão, carnes, legumes, mas de forma geral a inflação tem aumentado no momento que as pessoas perdem a renda. Tem o custo do gás de cozinha, cada vez mais caro, botijão chegando a R$ 100. Quando junta tudo, a alternativa do Bom Prato passar a ser viável economicamente”, avalia o economista Roberto Brito de Carvalho, da PUC-Campinas, ao destacar papel nutricional do programa.
O economista Roberto Brito de Carvalho
Reprodução/EPTV
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Restaurante na Unicamp
Questionada sobre a autorização emitida em dezembro de 2018 para implementação de um Bom Prato na Unicamp, o estado alega que o aval foi feito por gestão anterior, sem alocação orçamentária.
“A secretaria acompanha constantemente o índice de insegurança alimentar por região do Estado de São Paulo, que é subsídio para a gestão dos programas da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional, garantindo refeições saudáveis e de alta qualidade a custo acessível à população em maior situação de vulnerabilidade social”, informa texto da assessoria.
A instalação do restaurante popular era esperada pela universidade estadual para funcionamento em uma área para contemplar funcionários e acompanhantes de pacientes atendidos pelo Hospital de Clínicas (HC) e pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism).
A assessoria da Unicamp preferiu não comentar o novo posicionamento do estado. À época da autorização, a reitoria destacou que o Bom Prato seria complementar aos restaurantes universitários.
Serviço
O Bom Prato em Campinas tem 26 funcionários e atende diariamente média de 2,7 mil moradores. Ele funciona na Rua Dr. Moraes Sales, 384, no Centro.
Café da manhã: a partir das 7h
Almoço: 10h30 em diante, até término da cota
Jantar: 17h em dia, até término da cota
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