sábado, junho 12, 2021

Pescaria de cachara em um rio que 'une' idiomas


Entre uma fisgada e outra, na fronteira do Brasil com o Paraguai, um encontro inesperado com uma cuíca “folgada” e com a ave que é o “despertador do pantanal”. Não importa o tamanho, com a cachara não dá para dar bobeira. Na fisgada, teve pescador que perdeu até os óculos.
Terra da Gente
De um lado o Brasil, do outro, o Paraguai, por isso os pescadores que vivem as margens do Rio Apa, precisam saber mais de um idioma para se comunicar com os vizinhos. “Eu falo o português, o espanhol e falo um pouco o guarani. Eu aprendi com meu pai, meus amigos. Vivendo aqui na fronteira, a gente precisa, né?”, explica Edison do Nascimento, o pescador que apesar de levar o nome do rei do futebol, é conhecido pelo apelido de Guri, por influência da avó. “Ela veio do Rio Grande do Sul e chamava: ‘Guri, vem cá!’, eu era ‘arteiro’, toda hora ela chamava, aí ficou assim. Se falar Edson pouca gente conhece”.
Apesar da influência gaúcha da avó, Guri, não toma tanto chimarrão, prefere carregar o tereré gelado em cima do barco para enfrentar o calor do Matogrosso do Sul. O pescador não usa a caneca de alumínio, tem um recipiente mais rústico para se servir. “Na verdade, não uso a cuia de alumínio, tenho a guampa de boi, como se fazia antigamente. Enquanto o peixe não vem, vou matando a sede.”
O pescador confecciona a rede no quintal de casa, ao lado da mata.
Toni Mendes/TG
Só que nessa aventura, o experiente guia não teve muito tempo para tomar tereré. O que não faltou foi ação, atrás de um dos peixes de couro mais cobiçados na pesca esportiva, a cachara.
O peixe que tem manchas espalhadas pelo corpo, também é conhecido pelos seis barbilhões compridos próximos a boca, que têm a função de um órgão sensitivo. “O bigode do cachara é maior, só que o meu é mais estiloso”, brinca Guri depois de muita “luta” com o peixe e na sequência devolver para água.
Com a cachara não se pode dar bobeira, na primeira fisgada, o pescador perdeu até os óculos. Mas e o peixe? Ah, você vai ver conferir em detalhes como terminou essa história, que tem ainda uma cuíca “folgada” que dificultou o cochilo dos pescadores depois do almoço. Você conhecer o aracuã e entender porque a ave é conhecida por lá, como o “despertador” do Pantanal. Aventura, peixes e aves, o que não vai faltar é motivos para você assistir o Terra da Gente.
A cuíca ‘folgada’ invadiu a rede e colocou os pescadores para descansar em outro lugar.
Toni Mendes/TG

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