domingo, fevereiro 28, 2021

PF faz operação contra lavagem de dinheiro a partir de tráfico internacional de drogas em Viracopos


Seis mandados de busca e apreensão e sete ordens judiciais são cumpridas em Campinas e Monte Mor. Ação é um desdobramento da Operação Overload, que descobriu uma quadrilha que atuava dentro do aeroporto. Polícia Federal deflagrou Operação Lavaggio nesta quarta-feira
Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quarta-feira (10), mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais, contra crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens obtidos com lucros do tráfico internacional de drogas praticado no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). O esquema foi revelado em outubro de 2020 pela Operação Overload.
São cumpridos seis mandados de busca e apreensão, e sete ordens judiciais de bloqueio de imóveis em Campinas e Monte Mor (SP) na manhã desta quarta. O valor aproximado do congelamento dos bens é de R$ 3 milhões. A operação, que é um desdobramento da Overload, recebeu o nome de Lavaggio.
A Polícia Federal ainda informou, em nota, que a nova investigação teve início a partir de análises de documentos e informações de inteligência obtidas após o esquema de tráfico ter sido descoberto. O objetivo é reunir provas dos crimes cometidos por um dos investigados da Operação Overload.
De acordo com a PF, o suspeito, que era um dos responsáveis por enviar a droga do Aeroporto de Viracopos para a Europa, cometeu pelo menos 20 atos de lavagem de dinheiro, entre eles alienações de veículos, compras de casas, chácaras e apartamentos, envolvendo familiares, terceiros e pessoas jurídicas que não têm renda compatível com as transações.
Os envolvidos vão responder por lavagem de dinheiro, com pena que pode chegar a 10 anos de prisão. O nome da operação tem origem na palavra em italiano, que significa lavagem e faz referência à ocultação de bens e capitais praticada pela quadrilha.
“Essa fase da operação faz parte do processo sistemático e contínuo adotado pela Polícia Federal de descapitalização de organizações criminosas voltadas ao tráfico de drogas, com o principal objetivo de evitar a retroalimentação das atividades ilícitas”, diz o texto da nota.
Nos últimos dois anos, durante a investigação, R$ 7 milhões em patrimônio dos suspeitos foram bloqueados pela Justiça. No dia 6 de outubro do ano passado, quando a operação foi deflagrada, a Polícia Federal apreendeu em Monte Mor, local de uma das buscas desta quarta-feira, R$ 180 mil em dinheiro.
Operação apreendeu R$ 180 mil em dinheiro em Monte Mor
Reprodução/EPTV
Operação Overload
Sete pessoas permanecem presas por conta da Overload. Na data da operação, 32 suspeitos foram presos e dois morreram. Acesso a informações privilegiadas do esquema de segurança, ameaça a funcionários e transporte de drogas por trator, palets, malas e até com veículo de entrega de comida estavam entre os métodos de atuação da quadrilha revelados por investigadores da PF.
Viracopos, atualmente, é o maior terminal do país em volume de cargas movimentadas por via aérea e registra neste ano recorde nos indicadores, apesar dos reflexos gerados pela pandemia. Na ocasião, a concessionária do terminal destacou que colabora com as investigações sobre o caso.
Segundo a PF, a quadrilha é formada por brasileiros que ficavam responsáveis pelo fornecimento de cocaína que seria levada para a Europa. Além disso, o grupo aliciou funcionários que atuavam no aeroporto para que interferissem a favor da quadrilha nas atividades de logística do terminal.
Ainda de acordo com a investigação, entre os funcionários e ex-funcionários terceirizados de Viracopos que atuam com a quadrilha estão vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas de viaturas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições a tripulantes e passageiros, que eram os responsáveis pelo esquema de embarque das drogas nas aeronaves com destino ao exterior.
Divisões de tarefas
A PF informou que o grupo tinha uma atuação “complexa e sofisticada”, formada por três pilares:
Grupo de operadores externos: pessoas que não pertencem ao quadro de funcionários do aeroporto e eram os responsáveis pelas tratativas com investidores e traficantes estrangeiros, assim como pelo aliciamento de empregados aeroportuários;
Grupo de operadores internos: empregados aeroportuários aliciados que exercem suas atividades na área restrita de segurança, especialmente em funções que envolvam carga e descarga de aeronaves e suas movimentações;
Grupo de operadores estrangeiros: traficantes em solo europeu responsáveis pela retirada da cocaína exportada a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos.
Polícia Federal fez apreensões em aviões no Aeroporto de Viracopos
Divulgação/Polícia Federal
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