sábado, abril 17, 2021

Prefeitos ampliam toque de recolher de Campinas a toda RMC, mas descartam antecipar feriados e medidas mais restritivas


Municípios chegaram a discutir adoção de lockdow, mas não houve acordo. Encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira. Reunião dos prefeitos da RMC ocorreu na Prefeitura de Campinas e parte foi virtual
Arthur Trevisoni/Agemcamp
Os prefeitos das 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) decidiram nesta sexta-feira (19) que vão adotar, de forma conjunta, o toque de recolher com punições mais severas igual ao de Campinas (SP). O acordo foi firmado durante uma reunião que chegou a discutir a possibilidade de medidas ainda mais restritivas de circulação, como o lockdown.
Segundo a Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp), autarquia estadual que visa integrar interesses em comum deste grupo de cidades, as prefeituras rejeitaram antecipar feriados, como foi feito na capital do estado.
Prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos) disse que o lockdown poderia prejudicar a chegada dos profissionais de saúde aos locais de trabalho, já que o transporte público seria suspenso. Outra preocupação era afetar o andamento da vacinação contra a Covid-19.
“Em relação a antecipação dos feriados, os prefeitos colocaram a preocupação do feriado aumentar o número de festas”, disse o prefeito.
Sobre a ampliação do toque de recolher para as outras cidades, o prefeito afirmou que isso tende a reduzir a transmissão do novo coronavírus.
Proposta rejeitada
A proposta de lockdown foi formalizada no dia 16 pelo por Dário, e, naquela data, uma parte dos prefeitos de outros municípios optou por esperar alguns dias para verificar resultados da fase emergencial, antes de discutir novas ações.
No entanto, durante um fórum da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC), Dário recuou ao avaliar que o “modelo clássico de lockdown é fantástico” do ponto de vista epidemiológico, para enfrentamento da pandemia, mas implica em provocar uma série de dificuldades atreladas aos profissionais da saúde e pacientes.
Leia mais: lockdown é medida extrema, mas de efetividade comprovada, dizem entidades
O prefeito de Campinas defendeu que a paralisação do transporte público afetaria parte considerável dos 60 mil profissionais do setor que depende do serviço para deslocamentos, pois não há fretados para a maioria das unidades de saúde na cidade.
Segundo ele, o fechamento geral também pode gerar reflexos na campanha da vacinação contra Covid-19, e a maior parcela da população que busca apoio médico nas unidades básicas usa ônibus para os trajetos.
Prefeito de Campinas, Dario Saadi, chegou a sugerir adoção de lockdown conjunto
Divulgação/Prefeitura de Campinas
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