segunda-feira, maio 17, 2021

Região de Campinas retoma aulas presenciais em 223 escolas da rede estadual; 'é lamentável', diz sindicato dos professores


Instituições de ensino ficam em 25 das 31 cidades da área de cobertura do G1 Campinas. Prefeituras podiam não autorizar o retorno a partir desta quarta-feira (14) em decretos municipais diante da situação da pandemia da Covid-19. Volta às aulas presenciais na rede estadual de ensino prevê até 35% da capacidade nas instituições.
Reprodução/EPTV
Estudantes da rede estadual de ensino da região de Campinas (SP) puderam retornar às aulas presenciais a partir desta quarta-feira (14), respeitando o limite de até 35% da capacidade, em 223 instituições de ensino localizadas em 25 municípios. O levantamento foi feito pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo a pedido do G1 nesta quinta (15).
O número corresponde a um total de 127.062 alunos matriculados, sendo que cada escola definirá o revezamento para a participação nas atividades dentro das instituições. O ensino remoto continua em vigor, informou o estado. No entanto, a medida não agradou o sindicato dos professores. [Leia mais abaixo]
Em março, o governo estadual incluiu a educação como serviço essencial, e liberou a abertura das escolas nas fases mais restritivas do plano de flexibilização econômica. Na última segunda (12) houve o avanço da fase emergencial para a fase vermelha. No entanto, fica a cargo das prefeituras a decisão de liberar as atividades presenciais de acordo com o momento da pandemia.
Foram seis os governos municipais, entre as 31 cidades da região, que decidiram adiar a retomada diante da alta de casos, internações e mortes. São 202 escolas estaduais com cerca de 121.300 estudantes em Campinas – que definiu o retorno para 19 de abril nas escolas do estado -, Artur Nogueira, Amparo, Monte Mor, Serra Negra e Tuiuti.
Desde o início da pandemia, já foram contabilizados 232,7 mil casos de coronavírus e 6,7 mil mortes na região
Veja as cidades com aulas presenciais
As 25 prefeituras da região de Campinas que decidiram seguir o decreto estadual, que iniciou as atividades presenciais nesta quarta, são:
Águas de Lindóia, Americana, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Jaguariúna, Lindóia, Louveira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Paulínia, Pedra Bela, Pedreira, Pinhalzinho, Santo Antônio de Posse, Santo Antônio do Jardim, Socorro, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
A recomendação, de acordo com o governo estadual, é para que as escolas priorizem os alunos mais vulneráveis para as atividades presenciais.
“O Governo de SP definiu como critérios para formar o grupo de mais vulneráveis os alunos que têm necessidade de se alimentar na escola; os que possuem dificuldades de acesso à tecnologia e aqueles com a saúde mental em risco ou severa defasagem de aprendizagem”, informou a Pasta.
Como fica a merenda
A secretaria estadual afirma que, independentemente dos decretos das prefeituras, todas as escolas “estão abertas diariamente para o fornecimento de merenda aos alunos em situação de vulnerabilidade social, entrega de chips e materiais impressos”.
Disse também que nenhum aluno será prejudicado, já que os conteúdos também estão sendo fornecidos pelo Centro de Mídias SP.
Salas de aula precisam respeitar o distanciamento social.
Reprodução da EPTV
Sindicato critica retomada
A retomada foi criticada pelo sindicato que representa os professores da rede estadual (Apeoesp). Sueli Fátima de Oliveira, diretora estadual da entidade, disse ao G1 que o ensino presencial deveria estar condicionado a melhores condições sanitárias e vacinação de todos os profissionais da educação.
Recentemente, o governo do estado liberou o agendamento da vacina para educadores e profissionais da área com idades a partir de 47 anos. Segundo Sueli, esse grupo corresponde a 48% dos profissionais da rede e alguns já foram contemplados em outras fases da imunização por faixa etária.
“É lamentável. Se ele [governador] considera a educação como prioridade, ele teria que ter colocado a vacinação para todos e todas”, defende.
Só este ano, 71 funcionários e estudantes de escolas estaduais morreram em decorrência de complicações da Covid-19, sendo três professores (Socorro, Americana e Indaiatuba) e uma aluna de Campinas. Os dados constam no site oficial da Apeoesp, que também aponta 2.364 casos positivos de coronavírus desde o início do ano letivo nas instituições de ensino de SP.
Para Sueli, é um alerta de que o contágio pode ocorrer dentro das escolas. Na região, algumas instituições, públicas e particulares, tiveram que suspender as aulas por dias ou semanas por conta de casos de Covid-19.
“Nós queremos retorno presencial, mas que esse retorno venha com todas as condições sanitárias. Que elas estejam realmente não só no papel, mas do que se faz necessário dentro das escolas”, completa a diretora da entidade.
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