quarta-feira, abril 14, 2021

Unicamp trabalha em teste para facilitar identificação das novas variantes da Covid-19


Instituto de Biologia fará sequenciamento genético de amostras de Campinas (SP) para validar PCR capaz de identificar mutações P.1 e B.1 do vírus; cientista explica que método é mais barato e permite a realização de muitos mais análises. VÍDEO: o que já sabemos sobre a variante brasileira do coronavírus
Na tentativa de facilitar a identificação da circulação de variantes da Covid-19 na população brasileira, a Unicamp trabalha para validar um teste PCR capaz de reconhecer as variantes brasileira (P.1) e do Reino Unido (B.1). De acordo com o cientista que coordena o centro de diagnóstico da universidade de Campinas (SP), a medida seria muito mais barata que o sequenciamento genético, processo que considera ser “inviável” em larga escala.
“O sequenciamento, na pesquisa, é feito com certa rotina. Mas é inviável de se fazer em larga escala. O preço é muito alto. Vamos usar o sequenciamento em paralelo para validar o teste, para fazer com que ele consiga apresentar o resultado com bastante acurácia”, diz Alessandro dos Santos Farias.
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Professor do Instituto de Biologia da Unicamp, Farias destaca que os trabalhos estão adiantados, mas não prefere prometer datas para a entrega dos testes. “Vamos fazer o mais rápido que a gente consegue. Queremos dar a resposta que a comunidade, que a sociedade espera da gente, tentando validar o teste para ontem, mas não podemos pular etapas”, defende.
A validação desse PCR será feito a partir de amostras de pacientes de Campinas (SP) – a cidade havia solicitado o sequenciamento genético ao Instituto Adolfo Lutz, do estado de São Paulo, mas, sem resultados, pediu apoio à Unicamp para confirmar a nova variante em circulação na cidade.
“Cientificamente, tínhamos o interesse de quando essa variante chegou em Campinas. Fazer essa validação vai ajudar a ter um método mais barato que pode ajudar não só a cidade, mas o Brasil e o mundo a identificar as variantes”, pontua.
Mutação do coronavírus
JN
O pesquisador prevê a capacidade do laboratório da Unicamp de processar até 500 amostras por dia, o que forneceria dados importantes para quem trabalha com o enfrentamento da pandemia.
“Com análises de grupos maiores, vamos conseguir ver, de fato, qual a proporção da nova variante frente ao vírus original. Se ela estiver aumentando, mostra o quanto é mais transmissível. Isso faz muita diferença na toma de decisões”, explica.
Sem resposta
A prefeitura de Campinas decidiu mandar amostras de pacientes à Unicamp depois de não receber resposta dos testes para sequenciamento genético enviado ao Adolfo Lutz, em São Paulo.
De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), desde o momento em que pediu autorização para o sequenciamento genético, 32 amostras de moradores foram enviadas ao Lutz.
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Professor de virologia da Unicamp, José Luiz Proença Módena destaca que o laboratório da universidade pode processar até 20 sequenciamentos por dia e que os resultados ficam prontos, em média, em uma semana. Os resultados serão repassados à prefeitura.
Mesmo sem a confirmação laboratorial de que a variante de Manaus (P.1) circula entre os moradores, as autoridades de saúde do município dizem “não haver dúvidas” disso diante do aumento de casos e da agressividade atual da doença.
“Ainda não há uma estimativa de quantos casos e óbitos estão relacionadas à nova variante”, diz, em nota, o Devisa.
Pesquisador da Unicamp com frasco contendo o novo coronavírus (Covid-19)
Liana Coll/Unicamp
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