domingo, fevereiro 28, 2021

Vacina contra covid: especialistas da região tiram dúvidas de telespectadores da EPTV


Pesquisadores de universidades de Campinas, Ribeirão Preto e São Carlos esclarecem questões sobre imunização. Anvisa aprovou no domingo (17) o uso emergencial de duas vacinas. Vacina em questão: especialistas respondem dúvidas dos telespectadores
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no domingo (17), o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford. Diante da expectativa para o início da vacinação no Brasil, a EPTV, afiliada da Globo no interior de SP, responde, a partir desta segunda-feira (18), dúvidas dos telespectadores sobre a imunização. O G1 reúne abaixo as perguntas e respostas exibidas nos telejornais e outras levantadas pela própria reportagem.
Para responder às questões, foram consultados especialistas de universidades da área de cobertura da emissora nas regiões de Campinas, Ribeirão Preto e São Carlos. A reportagem será atualizada diariamente ao longo da semana.
Se você tiver alguma dúvida que não esteja respondida aqui, pode enviar para a redação da EPTV pelo whatsapp da EPTV na sua região:
Campinas e Piracicaba: 019 98899-3788
Ribeirão Preto: 016 99700-0000
São Carlos: 016 99643-5959
Brasil aprovou vacinas contra a Covid-19 no domingo
Reuters
Confira abaixo todos os esclarecimentos:
1. Quem já pegou a doença, tem necessidade de ser vacinado? Ou a pessoa já ganhou imunidade?
De acordo com o Luís Renato Alves, pneumologista da USP em Ribeirão Preto, quem pegou a doença tem a necessidade sim de ser vacinado. “Embora a gente saiba que existe uma imunidade após a doença, a gente não sabe quanto tempo essa imunidade dura. É uma doença nova, a gente não sabe o tempo que a imunidade vai durar, então, por isso, é recomendado que as pessoas, mesmo que tenham tido a doença, se vacinem normalmente.
2. Sou alérgica a analgésicos e vários alimentos, inclusive ovos. A vacina da gripe, eu não posso tomar. Posso tomar a vacina contra a covid?
“O que tem se relatado atualmente é que as reações à vacina da covid têm sido muito raras e, quando elas acontecem, elas são reações leves, como uma dor local, às vezes, uma irritaçãozinha local. É óbvio que, assim, as pessoas que têm histórico de alergias devem se informar sobre os componentes da vacina antes de realizar, mas, até o momento, as vacinas que já foram utilizadas, mesmo em pesquisa ou mesmo nos calendários vacinais, têm promovido poucas reações alérgicas. A vacina da influenza, no caso, a da gripe, ela tem um componente, o ovo, que, quem tem alergia à proteína do ovo, tem uma certa restrição em tomar, mas, no caso da vacina da covid, isso não acontece”, esclarece Luís Renato Alves, pneumologista da USP em Ribeirão Preto.
3. Uma pessoa portadora de linfoma crônico poderá tomar essa vacina, lembrando que este câncer é no sistema imunológico?
Segundo Luís Renato Alves, pneumologista da USP em Ribeirão Preto, a pessoa pode tomar a vacina. Não tem restrição. “Mas é óbvio que, se possível, comunicar seu médico que cuida do seu caso antes de realizar a vacinação para ver questão de contraindicações, pra ver se está usando alguma medicação que diminui muito a imunidade. Então, o ideal, que a gente sempre orienta, é que, antes de tomar a vacina, comunique ao médico que cuida da sua doença de base”, esclarece.
4. A vacina pode dar reação com a mesma característica dos sintomas de covid? Se sim, como saber se é uma reação normal ou se estou infectada?
“O que se tem relatado nas pesquisas que foram feitas nas vacinas e nos testes e nas vacinações que já foram feitas é que esse tipo de reação raramente acontece. O que acontece normalmente é que você pode ter uma dor local, você pode ter uma dor muscular, uma certa indisposição, que duram, normalmente, no máximo 24 horas depois da realização da vacina. Passado esse tempo, isso não acontece mais. Então, se você persistir com sintomas que sejam característicos da doença após a vacinação, é preciso uma orientação médica para ver se isso é normal ou não”, responde Luís Renato Alves, pneumologista da USP em Ribeirão Preto.
5. A pessoa vacinada pode transmitir o vírus no contato com pessoas que não tomaram a vacina?
Isso pode acontecer segundo Luís Renato Alves, pneumologista da USP em Ribeirão Preto. “Por isso que é recomendado que, mesmo quem tome a vacina, ainda mantenha medidas restritivas até que pelo menos uns 60, 70% da população seja totalmente vacinada. A gente sabe que a eficácia global das vacinas está girando em torno de 50% a 90%, dependendo do tipo de vacina. Então, ela não protege 100% que as pessoas peguem o vírus mesmo tomando a vacina. Então, o que a gente recomenda é que, mesmo a pessoa que já seja vacina, ela mantenha as medidas restritivas como distanciamento social, uso de máscaras, higienização das mãos até que pelo menos boa parte da população geral tenha sido vacina, onde aí a gente atingiu a chamada imunidade passiva de rebanho”.
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