sábado, abril 17, 2021

Veja como fica a região de Campinas após Estado anunciar fase vermelha a partir de sábado


Mudança anunciada pelo governador, João Doria (PSDB), vale entre 6 e 19 de março. Estado liberou aulas presenciais, mas municípios têm autonomia para interromper atividades. Mapa do estado atualizado após anúncio do governo de SP
Reprodução/Governo de SP
A região de Campinas (SP) vai retroceder a partir de sábado (6) para a fase vermelha do Plano SP, a mais restritiva para atividades econômicas durante a quarentena contra o novo coronavírus, segundo medida anunciada pelo estado e válida para todas as cidades paulistas até 19 de março. Com exceção da metrópole, que aplica a nova classificação desde a manhã desta quarta, os outros municípios do Departamento Regional de Saúde (DRS-7) seguem na fase laranja até sexta – veja abaixo o que muda.
Esta é a 24ª classificação do plano anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). A fase vermelha estabelece que apenas serviços essenciais podem funcionar, e restringe o funcionamento de comércios, bares e restaurantes por meio de delivery ou drive-thru.
Por outro lado, ao contrário de aplicações anteriores desta classificação, o estado desta vez autorizou a continuidade das aulas presenciais nas redes pública e privada, mas as prefeituras têm autonomia para decidir se interrompem as atividades. Os municípios estão na fase laranja desde 1º de março.
“Temos a tristeza de reconhecer a situação dificílima em São Paulo […] Vamos enfrentar as duas piores semanas de pandemia no Brasil, desde março”, falou Doria ao prometer a abertura gradativa de 500 leitos no estado, a partir de 8 de março.
O grupo inclui 339 de UTI Covid, 161 de enfermaria e será destinado para hospitais municipais, estaduais e santas casas. As regiões de Campinas e Piracicaba estão entre as que vão ter mais leitos, mas o número ainda não foi divulgado pelo estado.
O governo de SP também manteve toque de restrição no período entre 20h e 5h – veja abaixo detalhes.
O governador de São Paulo, João Doria
Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O que fica fechado com a fase vermelha
Comércio de rua e shoppings
Bares e restaurantes (presencialmente)
Venda de bebidas alcoólicas depois das 20h
Salões de beleza, cabeleireiros e similares
Academias, centros esportivos e clubes sociais
Aulas presenciais em faculdades, com exceção dos cursos superiores da área de saúde
Parques e espaços públicos
Cinemas, teatros, salas de espetáculos, museus, galerias e bibliotecas
Eventos e convenções
Atividades liberadas na fase vermelha
Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal;
Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres (diurnas e noturnas). É vedado o consumo no local;
Bares, lanchonetes e restaurantes: serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive-thru). Válido também para lojas em postos de combustíveis; Há proibição de vendas de bebidas alcoólicas depois das 20h.
Igrejas: permitido o atendimento presencial, restrito até às 20h, e com 30% da capacidade.
Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção;
Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos;
Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais;
Segurança: serviços de segurança pública e privada;
Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.
Veja o que pode funcionar na fase vermelha do Plano São Paulo
Reprodução/Governo de SP
Mudanças na educação
O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, afirmou que as escolas serão mantidas abertas para alunos que realmente precisam ir até as unidades. Os municípios e a rede particular, porém, têm autonomia para definir o funcionamento, e a orientação é para que, quem puder, estude em casa.
As unidades mantidas abertas podem receber até 35% da capacidade na fase vermelha.
“Não temos obrigatoriedade neste momento, e isto é importante. A escola está aberta para quem precisa. Para as famílias que conseguem acompanhar a educação a distância, que têm condições de o filho fazer a distância, permaneça a distância, na escola pública ou privada. Mas para aqueles que realmente precisam é fundamental que a escola esteja aberta”, frisou o secretário.
Governo de SP anuncia que escolas continuam abertas no estado, apesar da reclassificação das regiões para a fase vermelha do plano SP nesta quarta (3).
Reprodução/GESP
Aulas presenciais suspensas em Campinas
O decreto municipal determina que todas as escolas, públicas e privadas, além de faculdades deixem de realizar atividades presenciais, com exceção dos cursos superiores da área de saúde.
Secretário de Justiça, Peter Panutto explicou que o prefeito, como autoridade máxima sanitária do município, tem a “determinação legal de poder ser mais restritivo que as regras estaduais”. Nesta tarde, Dário Saadi (Republicanos), reiterou que o município não voltará atrás na determinação.
“Aqui em Campinas vamos manter as aulas à distância. Nosso número de ocupação de leitos de UTI é muito alto, [permitir as aulas] seria uma atitude ousada da nossa parte. Não porque há transmissão nas escolas, mas movimenta milhares de pessoas pela cidade”, falou o chefe do Executivo.
Movimento na Rua Treze de Maio, em Campinas, na volta à fase vermelha
Giuliano Tamura/EPTV
Toque de restrições
Para tentar reduzir indicadores da Covid-19, como casos graves, mortes e ocupação dos leitos de UTIs, o estado manteve o toque de restrições no período entre 20h e 5h. De acordo com o governo, haverá fiscalizações, por meio de força-tarefa, para entender o contexto de deslocamento e evitar aglomerações. Não foi esclarecido o que será feito com o cidadão que desrespeitar a medida.
O governo do estado garante que o direito de ir e vir não será atingido, mas passa a haver multa para descumprimento de protocolos, para além da penalidade já estabelecida para quem não usa máscara.
A força-tarefa será composta pela Polícia Militar, Procons e vigilâncias sanitárias. De acordo com o Centro de Contingência da Covid-19 no Estado, as denúncias sobre descumprimento podem ser feitas pela população pelo telefone 0800-771-3541.
Pior semana da pandemia
Na terça-feira, o estado de São Paulo registrou o maior número de mortes por Covid-19 em 24h desde o início da pandemia, com 468 novos óbitos, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. Com os novos registros, o estado chegou a 60.014 mortes provocadas pela doença.
O estado também chegou ao maior número de internados com Covid-19 desde o início da crise.
Regras da fase laranja
Com exceção de Campinas, os outros municípios do DRS-7 seguem na fase laranja até sexta. São eles:
Águas de Lindóia, Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Cabreúva, Campinas, Campo Limpo Paulista, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Joanópolis, Jundiaí, Lindóia, Louveira, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Morungaba, Nazaré Paulista, Nova Odessa, Paulínia, Pedra Bela, Pedreira, Pinhalzinho, Piracaia, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Tuiuti, Valinhos, Vargem, Várzea Paulista e Vinhedo.
A regional de São João da Boa Vista, que conta com seis municípios da área de cobertura do G1 Campinas, também está na fase laranja. São eles: Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Itapira, Mogi Guaçu (que aplica outras restrições desde 2 de março), Mogi Mirim e Santo Antônio do Jardim.
Todos os setores de comércio e serviços são permitidos. A exceção é o atendimento presencial em bares, que continua proibido.
Capacidade de ocupação: 40% em todos os setores.
Funcionamento máximo: 8 horas por dia.
Horário de fechamento: atendimento presencial só poderá ser feito até 20h.
Parques estaduais, salões de beleza e academias: podem abrir.
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