quarta-feira, abril 14, 2021

Visitas para atendimento domiciliar crescem até 40% em Campinas na pandemia


Serviço realizava 400 atendimentos por mês e, com o avanço da Covid, passou a registrar de 550 a 600 visitações mensais. Fluxo foi reestruturado para atender pacientes graves, diz coordenador. Cresce a demanda por atendimento de saúde domiciliar em Campinas
Em meio à pandemia da Covid-19, o Serviço de Assistência Domiciliar (SAD), da Prefeitura de Campinas (SP), registrou um aumento de até 40% nas visitas realizadas a pacientes com traqueostomia, acamados ou alimentados por sondas.
Segundo a prefeitura, o serviço costumava realizar cerca de 400 atendimentos por mês antes da pandemia. Com o surto da doença, o programa passou a registrar de 550 a 600 visitas mensais – podendo chegar ao aumento de 40% nos meses de pico.
“Mudou um pouco o nosso perfil de atendimento por causa do aumento, sem dúvida nenhuma, dos casos de Covid. A equipe de reabilitação foi mais exigida, então a fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional são as equipes que estão mais em foco no SAD atualmente”, explica o coordenador do serviço, Bruno Andrade Pagung.
Bruno Andrade Pagung, coordenador do SAD
Reprodução/EPTV
Reabilitação
De acordo com Pagung, a inclusão de moradores que convivem com complicações do coronavírus no fluxo de atendimentos fez com que a rede fosse reestruturada para que, assim, pudesse atender pacientes com quadros mais complexos.
“A gente teve que se organizar para uma demanda maior, com pacientes mais complexos. Esses doentes que saem do hospital, saem muitas vezes de uma longa internação, muito debilitados, muitas vezes desnutridos, com dificuldade de locomoção, muitos dependentes de oxigênio”, afirma.
‘Fez muita diferença’
O pai de Thalita Rosa dos Santos, Waldemir, enfrenta as sequelas deixadas pela doença. Dos três meses em que esteve internado, dois precisou de intubação. Agora, Waldemir não consegue mexer os braços e está acamado.
“Eles vêm toda semana. Tem vez que vêm quatro vezes, tem vez que vêm três vezes. Como agora ele vai para a clínica de reabilitação, eles vêm mais pra ver a lesão, porque ele ficou com uma lesão nas costas”, explica a filha.
Depois de passar dois meses internado por Covid-19, o segurança Lino Pereira também contou com a ajuda de uma equipe de médicos e enfermeiros para voltar a andar e receber curativos. “Se não fosse isso aí [atendimento domiciliar], acho que eu não tinha sarado ainda. Fez muita diferença na minha vida”, diz.
Lino Pereira afirma que serviço foi essencial para agilizar recuperação
Reprodução/EPTV
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