sexta-feira, março 5, 2021

Butantan poderá exportar e negociar CoronaVac com estados

O Instituto Butantan poderá negociar a CoronaVac diretamente com estados e municípios, além de outros países, caso o Ministério da Saúde não confirme a compra das 54 milhões de doses adicionais que foram oferecidas. Antes da vacinação começar e até mesmo de a vacina ser aprovada, o Ministério da Saúde anunciou que todas as doses da CoronaVac disponíveis no Brasil fariam parte do plano nacional de vacinação.

O montante corresponde a 100 milhões de doses. Mas o acordo inicial de compra entre o instituto e o Ministério prevê apenas a aquisição de 46 milhões de doses. Para as 54 milhões restantes, existe, em contrato, a possibilidade de compra. No entanto, a pasta ainda não confirmou o interesse na aquisição das doses extras.

Diante da demora do Ministério, o governador de São Paulo João Doria, disse nesta quinta-feira, 28, que caso o Ministério da Saúde não confirme a compra, o Butantan deverá fornecer as “vacinas prioritariamente aos Estados e Municípios do Brasil”, escreveu em publicação no Twitter.

Na quarta-feira, 27, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, solicitou que o Ministério se manifestasse pois o Instituto precisa planejar sua produção e afirmou que poderia negociar o quantitativo com outros países, caso o Brasil não oficialize a compra. “O Butantan tem compromissos, acordos de entrega de vacinas para outros países e se o Brasil não adquirir essas 54 milhões vamos priorizar os demais países com os quais temos acordo”, disse o diretor em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, na quarta-feira, 27.

O primeiro da fila, segundo Covas, é a Argentina. “Esses países estão cobrando o cronograma e dependemos da resposta do Ministério. Não havendo manifestação, vamos dirigir a produção para atender os países, inclusive com a possibilidade de aumentar a oferta de vacinas, já que a demanda é grande”, afirmou o diretor.

O Instituto Butantan informou que tem “capacidade para produzir outras 40 milhões de doses extras para atender a demanda de outros países da América Latina”. Mas enfatizou que precisa da resposta do Ministério da Saúde o quanto antes. “Durante a urgência de uma pandemia, não é possível se limitar à frieza da burocracia enquanto as ações de combate ao coronavírus podem ser mais ágeis”, diz comunicado do Instituto.

 

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