quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Câncer, Down e anemia falciforme: as piores comorbidades para a Covid

15 de fevereiro, 11h10: Aprendemos mais sobre a Covid-19 a cada dia. As lições incluem mudanças de hábitos e crenças – como a substituição de máscaras caseiras por artefatos profissionais e o combate a teorias conspiratórias sobre a origem do vírus – mas passam também pela evolução de estudos de cientistas e autoridades sanitárias. As descobertas nem sempre são animadoras, mas ainda assim fundamentais para que enfrentemos mais um ano de pandemia.

Recentemente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos compilou novos dados sobre os riscos de pessoas com determinadas comorbidades desenvolverem versões mais agressivas de Covid e fez uma lista de quadros clínicos que, independentemente da idade do paciente, apresentam maior propensão para evoluírem para casos graves da doença.

De acordo com o CDC, anemia falciforme e doença renal crônica, por exemplo, são gatilhos para condições mais severas de Covid, inclusive entre crianças. No caso de adultos, além das duas doenças, compõem o rol de condições clínicas com maior risco de hospitalização, internação em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), intubação e morte pacientes com câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica (uma mistura entre bronquite e enfisema pulmonar), problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana ou cardiomiopatias, sistema imunológico enfraquecido após transplantes de órgãos sólidos, obesidade com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30, gravidez, tabagismo e diabetes mellitus tipo 2.

A lista atual estará em constante atualização pelo CDC se novas pesquisas científicas comprovarem outras condições de saúde mais vulneráveis ao novo coronavírus.

O Plano Nacional de Imunizações (PNI) elaborado pelo Ministério da Saúde elenca pacientes com comorbidades como grupo prioritário para receber vacinas contra a Covid. A lista que leva pacientes brasileiros à preferência na fila de imunizações é composta por diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme e obesidade grave com IMC acima de 40. Não há, no entanto, menção a portadores de Down, a despeito de um estudo publicado em dezembro na revista científica Science, por exemplo, ter concluído que pacientes com Down, têm cinco vezes mais chances de serem hospitalizados e 10 vezes mais chances de morrer de Covid do que pessoas que não são portadoras da síndrome.

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