quarta-feira, abril 14, 2021

Conheça doença causada por toxina do peixe que matou veterinária

A médica veterinária Priscyla Andrade morreu nesta terça-feira, 2, aos 31 anos de idade. Ela estava internada em um hospital particular de Recife desde o dia 17 de fevereiro após apresentar sintomas compatíveis com a Síndrome de Haff, popularmente conhecida como doença da urina preta. A morte foi confirmada pela mãe da vítima, em uma rede social.

Priscyla e a irmã Flávia Andrade, de 36 anos, se sentiram mal após ingerir um peixe da espécie arabaiana, também conhecido como olho de boi. A irmã recebeu alta, mas a veterinária continuou internada na UTI. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávia relatou que já havia consumido o peixe anteriormente e se sentiu mal, “com dor de coluna, estômago, dores abdominais”, mas não deu importância. Na segunda ingestão, quando Priscyla também estava presente, os sintomas se intensificaram.

“Não foi uma dor tão intensa quanto a dor que sentimos na segunda vez que consumimos o peixe. No segundo consumo, além de mim e das secretárias, meu filho comeu o peixe e Priscyla também. Quando fomos socorrer Priscyla, que estava com fortes dores e não conseguia se mexer de tanta dor, eu também comecei a sentir os sintomas. Fiquei com os movimentos da nuca até o quadril paralisados. Socorremos Pricyla, eu fui medicada e voltei para casa, e Priscyla foi para a UTI”, relatou a empresária.

A doença é considerada rara e é pouco conhecida até mesmo entre os médicos. Os principais sintomas são dor e rigidez muscular, falta de ar, dormência e urina preta.  As causas da doença ainda não são claras, mas acredita-se que seja causada por toxinas encontradas em peixes de água doce e crustáceos.

Segundo informações do Centro Informação Estratégica em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS), a doença pode evoluir rapidamente com insuficiência renal e, se não adequadamente tratada, levar ao óbito. Em novembro de 2020, a Bahia confirmou três casos da doença.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco investida cinco casos de Síndrome de Haff, incluindo as irmãs. Entre 2017 e 2021, foram registrados 15 casos da doença no estado, sendo dez confirmados por critério clínico epidemiológico e os cinco deste ano, que ainda estão em investigação.

A síndrome de Haff foi descrita pela primeira vez em 1924, na região do Báltico, na Prússia e na Suécia. Os casos envolveram o consumo de diferentes peixes de água doce cozidos, de acordo com a Fiocruz. Posteriormente, os Estados Unidos e China também reportaram casos associados à ingestão de peixes e lagostins respectivamente.

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