domingo, fevereiro 28, 2021

Covid-19: Com vacina de Oxford, 80% da população precisa ser imunizada

O sucesso da vacinação no combate à Covid-19 depende não apenas da eficácia de um imunizante, mas de fatores associados à implementação da campanha de imunização. O principal deles: a adesão à vacina. Para controlar a disseminação da doença e acabar com a pandemia, é preciso vacinar uma quantidade mínima de pessoas, que será suficiente para impedir que o vírus se replique e chegar à chamada imunidade coletiva ou de rebanho.

Essa taxa irá depender de fatores como a eficácia da vacina e a velocidade com que o vírus se espalha, a chamada taxa de transmissão. Por exemplo, no caso de uma vacina com 60% de eficácia, 83% das pessoas precisariam estar vacinadas para impedir a transmissão do vírus, de acordo com uma estimativa feita pelo microbiologista Luiz Gustavo de Almeida, coordenador dos projetos educacionais do Instituto Questão de Ciência.

No caso da vacina da parceria Oxford/AstraZeneca, que no Brasil será produzida pela Fiocruz, que tem 62% de eficácia, 80% da população teria que ser vacinada. O que equivale a 129,6 81 milhões. Utilizando como base a campanha de vacinação contra a gripe em 2020,  serão necessários 244 dias ou pouco mais de oito meses para dar uma dose.

Já a vacina da Pfizer/BionTech, que vem sendo aplicada nos Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia, entre outros, a quantidade mínima de pessoas que precisam ser vacinadas para diminuir a taxa de transmissão para baixo de 1 e impedir que o vírus se espalhe, cai para 52%, o equivalente a cerca de 81 milhões de pessoas. Isso porque a eficácia da vacina é de 95%. Segundo o levantamento do Instituto Questão de Ciência, levaria 153 dias, cerca de cinco meses, para aplicar a primeira dose nessa população.

O pesquisador chegou a estes números considerando a taxa de transmissão da Covid-19, a eficácia das vacinas em questão, dados oficiais da campanha de gripe do ano passado, quando cerca de 530.000 pessoas foram vacinadas por dia e
números da população brasileira que, em tese, poderia receber as vacinas.

“Vemos que as pessoas estão muito preocupadas com a eficácia das vacinas. Com o fato de uma vacina ser mais eficaz que a outra, mas não importa a eficácia e sim a capacidade de vacinação que a gente tem. E a capacidade de vacinação do Brasil é exemplar. Basta ver o resultado da última campanha de vacinação contra a gripe. O mais importante é termos vacinas que possamos distribuir e mais de uma opção, porque uma vacina só não vai resolver.”, disse à VEJA o microbiologista Luiz Gustavo de Almeida.

Nesta segunda-feira, 11, o Brasil apresentou uma média móvel de 53.980 novos casos e 1.002,7 óbitos pela Covid-19.

 

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