quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Covid-19: CoronaVac terá eficácia revelada na primeira semana de dezembro

O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 23, que atingiu o número mínimo de infectados para aferir a eficácia da CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac Life Science em parceria com o Instituto Butantan. 

Diante deste marco é esperado que o comitê independente que avalie o estudo divulgue o resultado da eficácia do imunizante ainda na primeira semana de dezembro. O dado é fundamental para a submissão dos estudos do fármaco à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que liberará seu uso — ou não — em todo o território nacional. Este registro é aguardado para o próximo mês de janeiro, diz o secretário estadual de Saúde Jean Gorinchyen. A agência, no entanto, tem oficialmente até 60 dias para dar seu parecer.

Até agora 74 do total de voluntários que já receberam o imunizante testaram positivo para Covid-19, disse o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Segundo ele, o mínimo necessário para “abrir o estudo” clínico é de 61 doentes, patamar atingido na semana passada. Com este número mínimo, as áreas competentes aferem quantas pessoas infectadas tomaram a vacina ou o medicamento placebo, o que possibilitaria a avaliação da eficácia por meio de comparação. 

Com a divulgação destes dados esperados para dezembro, a CoronaVac aproxima-se de outros imunizantes para Covid-19 que já revelaram dados acerca de sua efetividade na imunização contra o coronavírus. Elas estão sob os seguintes laboratórios: Pfizer (com 95% de eficácia), Moderna (com 94,5% de eficácia) e Astrazeneca (com até 90% de eficácia). Todos esses imunizantes também passaram nos testes de segurança, levando apenas a efeitos adversos sem gravidade. A Pfizer já iniciou o pedido de autorização emergencial do medicamento na agência reguladora dos Estados Unidos e outros países. 

Ainda há, no entanto, dúvidas acerca de como se dará a distribuição da CoronaVac no Brasil. A vacina chegou a ser considerada pelo Ministério da Saúde como uma possível candidata ao Programa Nacional de Imunizações, mas o ofício que confirmaria o processo, assinado pelo Ministro da Saúde Eduardo Pazuello, foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro um dia depois das negociações entre o governo federal e o governo de João Doria. Na época, o preço do imunizante foi cotado a 10,30 dólares por dose. 

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