domingo, abril 18, 2021

Estudo identifica nova variante de coronavírus em São Paulo

Uma nova variante do coronavírus foi identificada no Brasil por um grupo de pesquisadores que inclui profissionais da Fundação Oswaldo Cruz e de laboratórios centrais em saúde pública em diversos estados.

Segundo estudo publicado no fórum Virological, a nova cepa do SARS-CoV-2, o vírus da Covid-19, apresenta uma mutação na proteína Spike, também identificada como “S” . Nomeada de E484K, essa mutação está ligada à capacidade do vírus se conectar às células humanas e pode aumentar a transmissibilidade da doença.

O estudo esclarece que a epidemia de coronavírus no Brasil foi dominada por duas linhagens do SARS-CoV-2, designadas como B1.1.28 e B 1.1.33. A primeira se divide em dois subgrupos,- P.1 e P.2 -, que têm sido prevalentes no território nacional. A mutação descoberta faz parte da segunda linhagem e foi identificada como VOI N9 (Variante de interesse número 9), entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021.

“Essa linhagem já está bastante dispersa no país. O VOI N.9 foi detectado pela primeira vez no estado de São Paulo em 11 de novembro de 2020, e logo depois em outros estados brasileiros do Sul (Santa Catarina), Norte (Amazonas e Pará) e Nordeste (Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe)” escreveram os pesquisadores.

O cientistas destacam que essa nova variante apresentou baixa prevalência, de aproximadamente 3%, do total de casos de Covid-19 no Brasil, mas que preocupa por ser  uma das mutações mais importantes, que podem contribuir para a evasão imunológica de pacientes que contraírem a doença. O estudo afirma ainda que a mutação “reduz a potência de neutralização de indivíduos convalescentes e vacinados”. 

Desde o início da pandemia, os cientistas já identificaram diversas mutações do SARS-CoV-2, revelando uma grande capacidade dele se adaptar ao corpo humano. A variante P.1, por exemplo, foi responsável por um novo surto em Manaus, depois que a capital do Amazonas já apresentava queda no número de casos. Novas cepas identificadas no Reino Unido e na África do Sul têm se mostrado mais transmissíveis e mais letais do que o vírus original que iniciou a pandemia na China.

“A implementação de medidas eficientes de mitigação no Brasil é crucial para reduzir a transmissão na comunidade e prevenir o surgimento recorrente de variantes mais transmissíveis que podem agravar ainda mais a epidemia no país”, conclui o estudo. 

 

 

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