sábado, abril 17, 2021

Nem pense em uma PFF-3: a PFF-2 deve ser a máscara da sua vida

12 de março, 10h51: Ao longo do ano passado, era comum que vovós bem-intencionadas produzissem máscaras de tricô para ajudar na pandemia. Em ambientes que exigiam algum refinamento, a escolha era por equipamentos de proteção feitos de paetês ou renda com uma leve camada, combinando, por baixo. Havia um certo orgulho dessas pessoas em mostrar máscaras customizadas para a antropóloga e Mestre em Saúde Coletiva Beatriz Klimeck. De oráculo para todas as dúvidas que a família tinha sobre o uso de máscaras, Beatriz resolveu divulgar seus conhecimentos profissionalmente e se tornou o rosto por trás do perfil ‘Qual Máscara?’, criado há pouco mais de três meses para orientar, nas redes sociais, quais são os melhores equipamentos de proteção individual que devemos utilizar na pandemia. Já são 25 mil seguidores. Ao lado de Ralph Rocha, com quem divide a vida e a responsabilidade pelo perfil, ela orienta, tira dúvidas e informa como manter, cuidar ou trocar aquela que se tornou peça obrigatória no vestuário de todos nós.

“Máscaras não são feitas para ser um conteúdo de luxo”, disse Beatriz Klimeck ao blog. As de renda ou paetês não têm serventia alguma. Ao lado de vários especialistas, ela é defensora do uso em massa do modelo PFF-2 por causa da alta capacidade filtrante – a partir de 94% – e pela camada eletrostática que funciona como uma barreira extra contra a entrada do vírus. Lembram-se de, na infância, passar a mão sobre a tela de uma TV e ver plumas grudando? Na máscara PFF-2 acontece algo parecido: a camada eletrostática ajuda que microorganismos acabem “grudando” por lá e não avancem até o rosto da pessoa, explica ela.

As PFF-2 são comuns entre trabalhadores da construção civil por serem altamente eficazes contra poeira e suspensões causadas por soldas, por exemplo. São encontradas facilmente em lojas de materiais de construção ou de tintas e custam, a depender do modelo, pouco mais de 2 reais. Não podem ser colocadas na máquina de lavar, ser submetidas a jatos de álcool e nem receber desinfetantes. Deixe-as ventilar em um varal. Na pandemia, ela podem ser reutilizadas tranquilamente, desde que adotadas algumas precauções, como já descrito aqui no blog.

Há ainda as PFF-3, indicada contra partículas altamente tóxicas e com eficácia na casa dos 99,7%. Beatriz Klimeck, porém, não recomenda esta máscara, a mesma que eu havia cogitado usar em ambientes com alta concentração de pessoas, como saguões de aeroportos. Motivo: normalmente elas têm válvulas que permitem que o vírus possa passar com facilidade. São indicadas para outras situações, mas não como proteção contra o agente causador da Covid-19. Dá para tapar a válvula com uma fita isolante caprichada? Teoricamente sim, diz ela, mas é preciso verificar muito bem se tudo ficou muito bem protegido mesmo. Para não correr riscos, a PFF-2, sem válvula, é a perfeita, conclui Beatriz.

Atualmente até 45 milhões de máscaras do tipo PFF-2 são produzidas por mês no Brasil, e os fabricantes garantem que, mesmo que todos nós usemos esse tipo de equipamento de proteção, não há risco de desabastecimento.

Ao escolher sua PFF-2, teste diferentes modelos, sempre certificados pelo Inmetro, para verificar com qual se sente mais confortável. Por terem uma presilha de nariz e serem mais duras do que as produzidas com algodão, por exemplo, elas não grudam no rosto. Parece difícil de respirar com elas, mas não é. As PFF-2 idealizadas também para ficarem muito bem ajustadas ao rosto, o que é fundamental para não deixarmos o caminho livre para o vírus. Um estudo da Universidade de Chicago mostrou, por exemplo, que espaços nas laterais ou no queixo ou um ajuste inadequado podem reduzir a eficiência da filtragem da máscara em 60%.

Tenhamos em mente o exemplo de Singapura. Ele é o país em que foi encontrado o maior percentual da população usando máscaras de proteção na pandemia: 95%. Use a sua, de preferência uma PFF-2, também.

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