segunda-feira, abril 12, 2021

O mundo vacinado ou o meu país?

Há pouco mais de um ano o mundo enfrenta a maior crise sanitária da história recente da humanidade. Nenhum dos 8 bilhões de habitantes do planeta esperava viver algo como estamos vivendo. Alguns até alertavam sobre o risco potencial de uma pandemia, mas nada como a realidade que estamos enfrentando.

Medidas para tentar o controle da disseminação da doença, tais como evitar aglomerações, orientação ao uso constante de máscaras, manutenção do distanciamento social e a inclusão do hábito da limpeza frequente das mãos com água e sabão ou álcool gel vem sendo estimuladas pela grande maioria.

A população mundial sofre, além das mazelas da doença em si e suas perdas, as graves consequências que a pandemia nos obriga. São as questões econômicas, sociais, mentais, indo da esperança à derrocada e voltando a esperança em curtos espaços de tempo.

Vivemos e morremos agora de forma absolutamente inesquecível e inaceitável, com consequências futuras totalmente incertas.

Mesmo com toda a mudança que a vida de cada um de nós vem sofrendo, temos a esperança de superar esta pandemia e voltar a vida normal, seja ela com novos costumes, mas que nos permita viver a vida e não apenas sobreviver a cada dia.

A solução para isto está vinculada apenas e tão somente à vacinação em massa da população, como forma de aliviar o sofrimento, diminuir os óbitos e retomar a atividade diária tão fundamental para nós seres humanos.

Os avanços da medicina e da tecnologia, mesmo tendo sofrido fortes golpes nos obrigando a seguir condutas parecidas com as implantadas há mais de 100 anos na pandemia da gripe espanhola, vem nos brindando com a mais rápida viabilização de vacinas, de diferentes tipos (vírus atenuado ou morto, vetor viral, RNA e baseadas em proteínas) e, até agora de muito boa qualidade, independentemente da origem, nacionalidade ou indústria farmacêutica.

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Desde o final do ano passado já somamos mais de 430 milhões de doses aplicadas mundo afora. Os Estados Unidos da América lideram com mais de 130 milhões de doses, enquanto vários países da África sequer têm perspectivas para início da vacinação, ampliando ainda mais a desigualdade mundial.

Vemos a discussão sobre prioridades como idosos, profissionais da área da saúde, indivíduos portadores de doenças crônicas e co-morbidades e, entendemos as razões que justificam tais regras.

Vemos também pessoas viajando para serem vacinadas em outros países, por uma enorme sensação de que “pode chegar muito tarde para mim”. Todas as atitudes são compreensíveis em “tempos de guerra” e da sensação iminente de impotência frente a morte.

Mas, confesso que uma pergunta me vem a cabeça: – Não seria mais lógico (nem para se dizer justo), um esforço mundial para vacinação prioritária para uma escala consensual de grupos de risco no planeta?

Talvez após a vacinação em cada País daqueles acima de uma determinada idade ou determinadas doenças?

Será que, para a solução e retorno mais rápido da tão conquistada e legitimada globalização do planeta, esta não seria uma atitude coerente e um ensinamento ao mundo de como lidar com problemas sociais?

Talvez países com critérios rígidos de políticas de saúde pública claras para contenção da COVID-19 devam se unir e, suas lideranças darem uma lição ao mundo de que o final de uma guerra pode ser conquistado com união e humanidade.

Existe uma Organização Mundial da Saúde. Existe uma Organização das Nações Unidas. Não seria hora destas organizações demonstrarem que são mundiais e unidas verdadeiramente?

<span class="hidden">–</span>Felipe Cotrim/VEJA.com
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