domingo, fevereiro 28, 2021

Obesidade e Covid-19: uma espiral descendente

A obesidade é uma doença crônica que afeta um número elevado de pessoas no mundo todo. É caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde – e levar à morte inclusive. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem cerca de 27 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando a essas as que estão acima do peso, o total chega a quase 75 milhões. Em uma população de 210 milhões de habitantes, 75 milhões de acometidos de obesidade significam um problema de saúde pública.

Obesidade é fator de risco para uma série de doenças: o obeso tem mais propensão a desenvolver hipertensão, problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2 e problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula – e a lista não para aí.
A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização sobre a importância da atividade física e da alimentação adequada. Vida sedentária, refeições com poucos vegetais e frutas, excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar – tudo isso faz crescer o número pessoas obesas, em todas as faixas etárias – até as crianças.

Dadas as taxas extremamente altas de obesidade em todo o mundo, uma alta porcentagem da população que contrairá coronavírus deverá coincidir com a de pessoas que têm IMC acima de 25. Além disso, pessoas com obesidade que ficam doentes e requerem cuidados intensivos apresentam desafios no tratamento do paciente. Afinal, é mais difícil entubar pacientes com obesidade; pode ser mais difícil obter diagnóstico por imagem (pois há limites de peso nas máquinas de imagem); são pacientes mais difíceis de posicionar e transportar pela equipe de enfermagem; e são considerados de acompanhamento mais difícil em unidades de terapia intensiva.

A obesidade ganha progressivamente mais destaque à medida em que a Covid-19 avança no mundo ocidental. Para se ter uma ideia, dados do NHS (o serviço de saúde inglês) mostram que mais de 70% dos que estão nas UTIs por Covid-19 têm excesso de peso; desses, quase 40% tem menos de 60 anos.

Nestes meses de pandemia, o sedentarismo trouxe consequências claras quanto ao ganho de peso, não só pela diminuição da atividade física como pelos novos e velhos hábitos alimentares, que se instalaram e romperam rigor e regularidade das dietas. Isso significa dizer que a obesidade piora o prognóstico da Covid-19 no plano individual e a Covid-19 piora a obesidade no plano da saúde populacional.

Continua após a publicidade

Ultimas Notícias

‘Discurso negacionista é desserviço para saúde pública’, diz Rosa Weber

Na decisão que deu neste sábado determinando que o Ministério da Saúde volte a custear leitos de UTI para...

Guarda faz 'escolta' de porco para evitar acidente em avenida de Americana; vídeo

Animal foi acompanhado por viatura até uma área descampada. Dono não foi localizado. Guarda faz 'escolta' de porco...

Rosa Weber manda Ministério da Saúde custear leitos de UTI

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Saúde volte a custear leitos de UTI para pacientes com...

Funcionário de lanchonete fica ferido após ser baleado durante roubo em Americana, diz SSP

Crime ocorreu em estabelecimento da Cidade Jardim, na noite de sábado, e dona do estabelecimento precisou entregar dinheiro. Ninguém foi preso e...

STF confirma prazo de 5 dias para União detalhar prioridade na vacinação

O Supremo Tribunal Federal confirmou a liminar dada pelo ministro Ricardo Lewandowski que determinou o prazo de cinco dias para que o governo federal apresente detalhes sobre...
- Advertisement -