terça-feira, março 2, 2021

OMS recomenda vacina de Oxford para idosos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta quarta-feira, 10, recomendações sobre o uso da vacina contra a Covid-19 de Oxford-AstraZeneca. As indicações incluem a aplicação em pessoas a partir de 18 anos de idade, sem limite de idade, e gestantes em alto risco de contrair a infecção.

O uso da vacina AZD 1222 (nome do imunizante de Oxford-AstraZeneca) em idosos acima de 65 anos se tornou uma polêmica após diversos países europeus contraindicarem sua aplicação nesse público devido a falta de evidências sobre sua eficácia e segurança. A OMS confirma que ainda são necessários mais dados sobre a eficácia da vacina neste grupo específico, mas ressalta que “as respostas imunológicas induzidas pela vacina em pessoas idosas são bem documentadas e
semelhantes aos de outras faixas etárias. Isso sugere que é provável que a vacina seja eficaz em pessoas idosas”. Além disso, estudos estão em andamento e resultados são esperados em breve.

Em relação à segurança, para a organização, os dados disponíveis até o momento “indicam que a vacina é segura para essa faixa etária”. Diante do elevado risco de casos graves e morte em pessoas dessa faixa etária, e as evidências disponíveis “a OMS recomenda a vacina para uso em pessoas com 65 anos ou mais”.

Gestantes e lactantes

Para mulheres grávidas, a recomendação da OMS é a mesma já feita para as vacinas da Pfizer e da Moderna: gestantes devem receber o imunizante “apenas se o benefício da vacinação para a mulher grávida supera os riscos potenciais da vacina, como se eles são profissionais de saúde com alto risco de exposição ou têm comorbidades que os colocam eles em um grupo de alto risco para Covid-19 grave”.

Ainda não existem dados sobre a eficácia e segurança da vacina em gestantes. Resultados preliminares de testes em animais não indicam danos ao desenvolvimento do feto. Mas ainda são necessárias evidências mais contundentes para ampliar a recomendação de uso da vacina para gestantes em geral.

Por outro lado, a OMS recomenda que lactantes que fazem parte de um grupo recomendado para vacinação, por exemplo, profissionais de saúde, devem receber a vacinação. A vacina de Oxford-AstraZeneca é uma vacina não replicante. Portanto, “é improvável que represente um risco para a criança que amamenta”. A OMS também não recomenda a interrupção da amamentação após a vacinação.

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A vacina ainda é recomendada para pessoas com comorbidades que aumenta o risco de Covid-19 grave, como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Pessoas com HIV e imunodeprimidas também podem tomar a vacina, embora ainda não existam dados específicos. A única contraindicação para a vacina é em pessoas com histórico de anafilaxia (reação alérgica grave) a qualquer componente da vacina.

Pessoas que estão infectadas com o novo coronavírus não devem tomar a vacina enquanto estiverem doentes e aquelas que já foram infectadas devem esperar seis meses para se vacinar. De acordo com a OMS, os dados atualmente disponíveis indicam que a reinfecção dentro de seis meses após uma infecção inicial é rara. “Assim, pessoas com infecção por SARS-CoV-2 confirmada por PCR nos 6 meses anteriores podem atrasar a vacinação até perto do final deste período”, diz o documento.

Novas variantes

A OMS ainda confirmou que a vacina deve continuar a ser aplicada em países em que há circulação de novas variantes. A recomendação se fez necessária quando a África do Sul decidiu suspender a aplicação da vacina após um estudo sugerir baixa eficácia contra a variante que circula no país. A mutação dessa cepa também está presente na variante encontrada em Manaus.

Segundo a organização, o estudo em questão foi desenhado para avaliar a eficácia da vacina contra qualquer gravidade de Covid-19 e é provável que a vacina proteja contra infecções graves causadas pela nova cepa. Isso ainda precisa ser demonstrado em ensaios clínicos em curso e avaliações pós-implementação, mas até lá, a vacinação deve continuar.

Intercambialidade de vacinas

Alguns países começaram a sugerir a possibilidade de intercambiar doses de vacinas. Por exemplo, dar uma dose da vacina de Oxford-AstraZeneca, seguida de uma segunda injeção da vacina da Pfizer. Entretanto, a OMS alerta que ainda não existem dados sobre a intercambiabilidade de doses desta vacina com outras vacinas contra a Covid-19 e recomenda que o mesmo produto seja usado para ambas as doses.

Recentemente, foram anunciados dois estudos que avaliam essa estratégia: um que avaliará a eficácia e segurança da combinação das vacinas de Oxford e Sputnik V e outro com a vacina de Oxford em combinação com a da Pfizer.

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