domingo, fevereiro 28, 2021

Plataforma VEJA INSIGHTS lança publicação sobre vacinas

A eclosão da pandemia da Covid-19, no início do ano passado, provocou um cataclismo por todo o planeta, mas também levou a um feito notável do ponto de vista científico. Em questão de meses, pesquisadores de laboratórios espalhados por dezenas de países desenvolveram uma fornada de imunizantes para bloquear a infecção pelo coronavírus.

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Tal sucesso inquestionável e a rapidez com que foi alcançado vêm do rápido sequenciamento do genoma do vírus e a posterior aplicação dos resultados dessas pesquisas na produção de antígenos. Mas há outro avanço nesse colossal esforço: o desenvolvimento das chamadas vacinas de terceira geração.

Essa categoria de imunizantes, como aponta a microbiologista Natalia Pasternak na sexta edição de VEJA Insights (clique aqui para acessar e fazer o download), é constituída pelas vacinas genéticas. Tais imunizantes, diferentemente das vacinas tradicionais, não trabalham com os vírus agressores inteiros nem com seus pedaços. Utilizam apenas informação genética, na forma de uma sequência do DNA. No caso da Covid-19, essa sequência vem por meio de uma molécula de RNA que compõe o genoma do coronavírus (Sars-CoV-2). Trata-se de um fragmento genético que as células do corpo humano vão ler e usar para produzir uma proteína típica do vírus, o que alerta o sistema imune contra ele. As primeiras vacinas de RNA aprovadas para uso humano foram criadas justamente para combater a Covid-19 pelas farmacêuticas Pfizer e Moderna.

Outro imunizante de terceira geração é a chamada vacina vetorizada, que também usa uma fração do RNA do vírus, mas embarcada dentro da carapaça de um vírus nócuo. No contexto do coronavírus, essa é a estratégia do modelo da AstraZeneca/Oxford e da russa Sputnik V.

Ao utilizar apenas informação genética, e não trabalhar mais com microrganismos em si, esse tipo de vacina pode ser especialmente versátil, fácil e rápido de produzir. É um processo que também permite, a partir da troca da informação genética utilizada, viabilizar rapidamente novos produtos para outras infecções — ou para uma nova versão da mesma doença provocada por mutações nos vírus.

Com isso, tornou-se possível responder muito mais rapidamente a patógenos emergentes, o que reduzirá drasticamente a vulnerabilidade diante de futuras epidemias.

Além das novas vacinas genéticas, VEJA Insights #6 aborda discussões relevantes como o desafio científico para produzir uma versão totalmente nacional de vacina contra o coronavírus, o papel de instituições de pesquisa como a Fundação Oswaldo Cruz no desenvolvimento de fármacos e imunizantes e ainda o impacto que a desinformação e as fake news disseminadas pelos ativistas contra vacinas têm na prevenção e controle de doenças. São assuntos mais do que pertinentes em um momento em que as vacinas, seja contra a Covid-19 ou contra outras doenças infecciosas que venham a surgir, passarão a fazer parte de nossas vidas, de forma irreversível.

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