A Prefeitura de Campinas e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) lançaram, em 25 de setembro de 2026, uma nova etapa da campanha de segurança viária “Beber e Dirigir Pode Custar Caro”. A iniciativa busca alertar motoristas sobre os riscos de conduzir veículos após o consumo de bebidas alcoólicas, em um momento no qual o fator aparece associado a parte significativa dos sinistros fatais registrados na cidade.
De acordo com informações divulgadas pela Prefeitura de Campinas, metade dos sinistros fatais analisados até agosto deste ano teve influência do álcool. O levantamento considerou 16 ocorrências avaliadas pelo Comitê Intersetorial do Programa Vida no Trânsito. Em oito delas, a bebida alcoólica foi identificada como fator de risco.
Campanha será veiculada em diferentes espaços da cidade
A comunicação da campanha será distribuída por televisão, rádio, redes sociais, painéis físicos e digitais, terminais de ônibus, pontos de parada e busdoors. Com essa presença em diferentes meios e locais, a Prefeitura e a Emdec pretendem levar a mensagem de prevenção a motoristas e demais usuários que circulam diariamente por Campinas.
A programação também prevê ações educativas em bares. A proposta é reforçar, nesses estabelecimentos, a importância de evitar a direção depois do consumo de álcool e de buscar alternativas seguras para o deslocamento. A campanha integra as atividades de segurança viária apresentadas durante a Semana da Mobilidade Urbana, realizada entre 17 e 25 de setembro de 2026.
Segundo a Prefeitura de Campinas, a Semana da Mobilidade Urbana também incluiu a apresentação do Relatório Anual de Sinistralidade no Trânsito. O lançamento da nova etapa da campanha ocorreu no último dia da programação, em 25 de setembro.
Álcool esteve presente em 50% dos sinistros fatais analisados
Os dados apresentados no lançamento dimensionam o impacto do álcool na violência do trânsito em Campinas. Entre 2020 e julho de 2026, foram registradas 359 mortes em vias e rodovias do município associadas a esse fator de risco, conforme o material divulgado pela administração municipal.
Os motociclistas representam 44,57% das vítimas relacionadas ao álcool nesse período. O percentual chama atenção para a exposição de quem utiliza motocicletas e reforça que os efeitos da alcoolemia atingem não apenas condutores de automóveis, mas também usuários mais vulneráveis do sistema viário.
O recorte mais recente, referente aos 16 sinistros fatais analisados até agosto de 2026, indica que oito tiveram influência da bebida alcoólica. O resultado não representa todos os acidentes registrados na cidade, mas o conjunto de ocorrências avaliadas pelo Comitê Intersetorial do Programa Vida no Trânsito.
Operação pela Vida terá fiscalização com etilômetros
Além das ações de comunicação e educação, a campanha será acompanhada pela Operação pela Vida, iniciativa de fiscalização realizada pela Emdec e pela Guarda Municipal. As equipes utilizarão testes de alcoolemia para verificar a presença de álcool entre condutores abordados.
A Emdec informou que a operação faz parte das medidas voltadas à redução dos riscos provocados pela combinação entre bebida e direção. A fiscalização complementa a campanha educativa ao atuar diretamente na prevenção de condutas que podem resultar em colisões, ferimentos e mortes.
A orientação central da iniciativa é que quem consumir bebida alcoólica não dirija. A recomendação vale para deslocamentos em vias urbanas e rodovias que passam por Campinas, onde a circulação de motoristas, motociclistas, passageiros, ciclistas e pedestres exige atenção permanente à segurança viária.
A página da campanha “Beber e dirigir pode custar caro”, mantida pela Emdec, reúne a comunicação institucional da iniciativa. A ação lançada em setembro combina informação, orientação em pontos de convivência e fiscalização para enfrentar um dos fatores de risco associados às mortes no trânsito de Campinas.

