Campinas registrou, entre os dias 1º e 10 de setembro de 2026, o maior volume de chuva acumulado para o mês desde o início da série histórica do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), ligado à Unicamp. Foram 152 milímetros no período, número superior ao recorde anterior para os dez primeiros dias de setembro, de 148 milímetros, registrado em 2015.
Os dados foram divulgados em 16 de setembro pela TV Câmara Campinas, em uma análise baseada nas medições do Cepagri. O acumulado continuou subindo após o período que estabeleceu o recorde: até o dia 14, Campinas já havia registrado 266 milímetros de chuva.
O volume chama atenção porque a média climatológica histórica para setembro é de 62 milímetros. Assim, a chuva observada nas duas primeiras semanas do mês ficou muito acima do padrão normalmente registrado para o período. A medição ajuda a dimensionar a intensidade e a persistência das condições meteorológicas que atingiram a cidade e a região.
Frentes frias favoreceram concentração de umidade
De acordo com a análise divulgada pela emissora, a sequência de frentes frias e a atuação de uma área de baixa pressão contribuíram para concentrar umidade sobre Campinas. Esses sistemas favoreceram a ocorrência de chuva em diferentes momentos e ajudaram a explicar o acumulado elevado observado no início de setembro.
O Cepagri realiza previsão do tempo e acompanha fenômenos meteorológicos na Região Metropolitana de Campinas e no estado de São Paulo. Segundo a apresentação institucional do centro, disponível na Cocen/Unicamp, o órgão também atua no monitoramento de eventos extremos e no atendimento ao público.
A Unicamp também reúne registros e repercussões de medições recentes de chuva em Campinas. A observação contínua dos acumulados permite acompanhar a evolução do cenário ao longo do mês, especialmente quando os volumes se afastam de forma significativa da média histórica.
Volume elevado exige atenção no cotidiano
Em uma cidade com áreas sujeitas a alagamentos, chuvas concentradas podem afetar a mobilidade urbana, o deslocamento de moradores e atividades realizadas ao ar livre. O recorde registrado pelo Cepagri não identifica, por si só, cada ocorrência provocada pela chuva, mas oferece um contexto para compreender por que períodos de precipitação persistente exigem atenção de moradores e autoridades.
O acumulado também é relevante para o planejamento municipal, já que o acompanhamento de eventos extremos contribui para a identificação de períodos de maior pressão sobre a drenagem urbana e outras estruturas. A relação entre o volume medido e eventuais impactos depende da intensidade das pancadas, da duração da chuva e das características de cada área da cidade.
Até 14 de setembro, o total de 266 milímetros já correspondia a mais de quatro vezes a média climatológica histórica de setembro, de 62 milímetros. A comparação considera o acumulado parcial do mês e mostra que o cenário registrado até aquela data permanecia excepcional em relação ao padrão histórico utilizado pelo Cepagri.
Previsão indica possibilidade de chuva acima da média
Na análise divulgada pela TV Câmara Campinas, o Cepagri indicou a possibilidade de outubro e novembro registrarem volumes de chuva entre 25 e 50 milímetros acima da média. A projeção, no entanto, não representa um total fechado para os meses: o próprio centro ressalta que os acumulados reais podem superar as estimativas.
Por isso, o acompanhamento das atualizações meteorológicas é importante para Campinas e para os municípios da região. A previsão pode ser alterada conforme a evolução das frentes frias, das áreas de baixa pressão e da disponibilidade de umidade na atmosfera. O recorde de setembro reforça a necessidade de observar não apenas a previsão diária, mas também a sequência de eventos e os acumulados registrados.
Com 152 milímetros registrados nos dez primeiros dias e 266 milímetros até 14 de setembro, Campinas atravessou um dos períodos mais chuvosos para o mês desde o início da série histórica do Cepagri. A marca de 2015 foi superada ainda na primeira parte de setembro, enquanto a continuidade das precipitações ampliou a diferença em relação à média histórica.

